24 Apr

Gravadores de CD e DVD

Como funcionam – Problemas e Soluções

Antes da invenção da gravação a laser, na gravação de músicas e filmes nas fitas cassete e VHS era utilizado um processo magnético: o sinal de áudio ou vídeo a ser gravado era aplicado ao chamado “cabeçote” (usado também na reprodução) que o transformava em impulsos magnéticos, que eram transferidos para a fita que ia passando encostada no cabeçote de modo que nela ficava gravado uma trilha magnética que correspondia ao sinal original. Isso, aliás, explica por que colocar uma dessas fitas próxima a um alto-falante ou qualquer outro imã, apagava a gravação.
Esse processo ainda hoje é o utilizado nos HD’s e disquetes. A única diferença é que em lugar de fitas, são usados discos. Os discos dos HD’s são hermeticamente fechados e assim protegidos. Mas com relação aos Disquetes, continua havendo a necessidade de evitar que sejam colocados perto de imãs, sob pena de se perder tudo que estiver gravado.
Nos dois casos, o fato do cabeçote trabalhar encostado na fita/disco, faz que, com o uso, pequenas partículas fiquem grudadas nele, prejudicando seu funcionamento. Os HD’s, como dissemos, são protegidos. Mas o mesmo não acontece com o cabeçote dos drivers de disquete que normalmente, após certo tempo de uso, começam a apresentar falhas em seu funcionamento, o que pode ser corrigido com a limpeza do cabeçote, a não ser, claro, que as falhas sejam devidas ao desgaste natural a que está sujeito, caso em que a solução é… adquirir outro driver..

Gravação e reprodução de CD’s/DV’s
Em lugar de cabeçotes encostados numa fita, a gravação á laser é obtida com o uso de um diodo especial que, ao receber uma corrente elétrica, emite um feixe de raios laser e que portanto não mantém nenhum contato com o disco.
Numa explicação básica, apenas para que os não-técnicos tenham noção de como tudo funciona, a gravação é feita da seguinte forma: ao receber o sinal elétrico que deverá ser gravado, o diodo laser emite o raio laser que “queima” o material do qual é feito o disco, produzindo sulcos microscópicos traçando no disco um “desenho” que corresponde exatamente à forma, nível e freqüência do sinal a ser gravado.

Reprodução: Os discos possuem na parte interna de sua face superior (aquela onde normalmente são gravados o logotipo do fabricante e outras informações sobre o disco) uma superfície refletora. Na reprodução, o diodo laser recebe uma pequena corrente de valor fixo, que o faz emitir seu raio laser. Esse raio atravessa toda a espessura do disco, até chegar à superfície refletora, que o envia para um conjunto de lentes que concentram esse feixe de “luz” refletida, num diodo foto-sensível – ou seja, um diodo que, ao receber luz, emite um sinal elétrico. Para chegar à superfície refletiva, o raio laser irá passar pelos sulcos feitos durante a gravação. Quanto maior for a profundidade do sulco, mais fácil será para o raio laser chegar à superfície refletiva e por isso, mais forte será o feixe de luz refletida. Com isso, o diodo foto-sensível receberá um sinal luminoso cuja variação de intensidade e freqüência correspondem exatamente ao sinal que foi gravado. Daí, o sinal elétrico assim obtido é encaminhado a um pequeno amplificador que se encarrega de elevar o sinal ao nível necessário para ser aplicado à placa de som.

Problemas usuais: Como vimos, a superfície superior do disco tem uma função importante. Se sua superfície estiver descascada, o feixe de laser atravessará esse ponto, em vez de ser refletido, ocasionando defeitos na reprodução. Para evitar isso, não cole etiquetas ou adesivos em cima do disco e só escreva nela utilizando canetas especiais para essa finalidade.
Outro problema bastante comum que prejudica e até impede o funcionamento de um driver de CD/DVD é a sujeira que se acumula na lente por onde passa o raio laser. Uma forma prática de se limpar essa lente, é usando um daqueles CD’s de limpeza, fáceis de serem encontrados no mercado. Há casos porém em que a limpe\a com tais CD’s não é suficiente, sendo necessário limpar a lente com um pano bem macio umedecido em álcool hisopropílico, para o que será necessário abrir o driver.
Se nem com a limpeza o CD/DVD voltar a funcionar, fica claro que o problema está mesmo em alguma parte do driver. O mais comum é que o defeito esteja sendo causado pelo próprio diodo laser. Com o uso, ele perde a “força”, e passa a emitir raios com intensidade insuficiente. Alguns técnicos costumam abrir o driver a mexer no ajuste de um pequeno “parafusinho” encontrado na parte traseira do driver, que é calibrado para fornecer ao diodo a corrente necessária para seu funcionamento. Como o diodo está “fraco”, um aumento na corrente pode faze-lo voltar a produzir raios com a intensidade necessária. Isso, além de ser apenas um paliativo, que resolverá o problema por pouco tempo, é muito trabalhoso, pois é preciso girar o tal “parafusinho” um pouquinho de cada vez (um aumento excessivo irá queimar de vez o diodo) e testar o resultado obtido, até se chegar ao ponto ideal. A solução mais prática é mesmo comprar outro drive, uma vez que o diodo laser é parte de um conjunto leitor/gravador, cujo preço é muito alto.

Velocidade da gravação/reprodução.
A gravação de um CD/DVD pode ser feita em várias velocidades e é claro que, usando velocidades maiores, a gravação será concluída em menor tempo. Contudo, os “experts” garantem que gravando em velocidade alta, o risco de haver falhas na gravação será muito maior. Eu considero que essa afirmativa tem sua lógica: afinal, passando mais rapidamente pelo disco, o raio laser deverá produzir sulcos mais rasos, mesmo que a corrente que o alimente seja automaticamente corrigida de acordo com a velocidade. Eu particularmente adoto e recomendo que as gravações sejam feitas na velocidade de 12x. Afinal, gravar um filme leva tempo, mesmo em alta velocidade. E descobrir depois que houve falhas na gravação e o disco ficou inutilizado, não compensa o tempo economizado.
No que se refere à velocidade da gravação, há outro aspecto a considerar: o desenvolvimento tecnológico na fabricação de CD’s e DVD’s e respectivos leitores/gravadores tem sido muito rápido. Com isso, são encontrada ainda a venda – como exemplo – discos virgens que só aceitam a velocidade de 4x ao mesmo tempo que leitores/gravadores modernos, que só trabalham na velocidade de 8x e superiores. Em princípio isso não trará problemas para você, pois o próprio programa que usar para a gravação se encarregará de ajustar as coisas: Por exemplo: se colocar no gravador um disco virgem que só aceita a velocidade de 4x, ao mandar gravar, o programa gravará nessa velocidade e você nem terá acesso ao recurso de escolher a velocidade. E se o gravador for dos modernos e não aceitar gravação em 4x, a gravação simplesmente será recusada.

Tipos de mídias.
Aqui, a citada evolução tecnológica causa ainda confusão maior. Há diversos tipos de mídia: +R, -R, RW, ROM e outras. Há leitores e gravadores que aceitam qualquer dos formatos, mas há muitos que apenas aceitam um ou outro tipo. O jeito também é – antes de comprar a mídia – verificar as que são aceitas pelo seu aparelho.
As mais usadas e aceitas pela grande maioria de leitores/gravadores, são os tipos R e RW – que eu uso e recomendo. A diferença entre esses tipos, é que o CD-R ou DVD-R só permitem uma gravação. Não há como apagar ou substituir o que foi gravado. Qualquer erro na gravação e… joga-se a mídia no lixo. Já o CD/DVD-RW é regravável. Você pode apagar tudo que gravou e fazer uma nova gravação, sem qualquer problema. Detalhes: não é possível apagar apenas um ou outro arquivo gravado num CD-RW: pode-se apenas apagar todos eles. Mas pode, usando a opção “permitir multissessão” existentes nos programas de gravação, gravar hoje alguns arquivos e em outro dia acrescentar outros, no mesmo disco. Usando esse sistema, de deixar o disco “aberto” para futuras gravações, pode ocorrer que após duas ou mais sessões, ao abrir o disco, você só veja os arquivos gravados na última sessão, ficando as sessões anteriores inacessíveis. Já enfrentei esse problema e vários amigos também. O motivo ainda não descobri, mas parece que isso acontece principalmente quando se grava as várias sessões num computador e tentamos visualizar os arquivos em outro.

O WindowsXP oferece a opção de gravar CD/DVD diretamente por ele, sem uso de nenhum programa específico para gravação. Para isso, você seleciona o/os arquivos que deseja gravar, clica neles com o botão direito do mouse e no menu que se abre clica na opção “Enviar para…”, escolhendo o gravador como opção. A gravação pelo Windows é sempre do tipo multissessão, permitindo que você acrescente outros arquivos ao disco posteriormente. E oferece também a opção “limpar disco” que você encontra clicando com o botão direito em cima do ícone do gravador.

Para completar, uma última e importante sugestão: se for gravar um CD ou DVD para reprodução em “Systems” de Som ou aparelhos de DVD, antes verifique se esses aparelhos aceitam o tipo de mídia que for usar e o formato dos arquivos que serão gravados.

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2 Comentários para “Gravadores de CD e DVD”

  1. 1
    fernanda comentou:

    muito bom e informativo, porem precisava dos elementos quimicos que formam o computador. Alguem pode me auxiliar??

    Aguardo resposta, obrigado.

  2. 2
    Diva Gonçalves comentou:

    Gostei muito de haver encontrado este site para que eu pudesse ter esclarecimento sobre algumas dúvidas referentes a gravação de DVD, faço um trabalho amador, ou seja fotografar os amigos nos encontros que temos e posteriormente montar um projeto com um aplicativo e posteriormente gravar em DVD, porém, tenho tido muito problema pois quando reproduzo os DVDs, cerca de 30% ficam com defeito, como várias paradas durante a reprodução. Já entrei em contato com o representante do fabricante da mídia e o mesmo indicou pra que eu diminuisse a velocidade de gravação, porém, não resolveu o problema, portanto, se possível, gostaria de receber uma orientação a respeito. Obrigada. Diva Gonçalves.

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