Gravadores de CD e DVD
Como funcionam – Problemas e Soluções
Esse processo ainda hoje é o utilizado nos HD’s e disquetes. A única diferença é que em lugar de fitas, são usados discos. Os discos dos HD’s são hermeticamente fechados e assim protegidos. Mas com relação aos Disquetes, continua havendo a necessidade de evitar que sejam colocados perto de imãs, sob pena de se perder tudo que estiver gravado.
Nos dois casos, o fato do cabeçote trabalhar encostado na fita/disco, faz que, com o uso, pequenas partículas fiquem grudadas nele, prejudicando seu funcionamento. Os HD’s, como dissemos, são protegidos. Mas o mesmo não acontece com o cabeçote dos drivers de disquete que normalmente, após certo tempo de uso, começam a apresentar falhas em seu funcionamento, o que pode ser corrigido com a limpeza do cabeçote, a não ser, claro, que as falhas sejam devidas ao desgaste natural a que está sujeito, caso em que a solução é… adquirir outro driver..
Gravação e reprodução de CD’s/DV’s
Em lugar de cabeçotes encostados numa fita, a gravação á laser é obtida com o uso de um diodo especial que, ao receber uma corrente elétrica, emite um feixe de raios laser e que portanto não mantém nenhum contato com o disco.
Numa explicação básica, apenas para que os não-técnicos tenham noção de como tudo funciona, a gravação é feita da seguinte forma: ao receber o sinal elétrico que deverá ser gravado, o diodo laser emite o raio laser que “queima” o material do qual é feito o disco, produzindo sulcos microscópicos traçando no disco um “desenho” que corresponde exatamente à forma, nível e freqüência do sinal a ser gravado.
Reprodução: Os discos possuem na parte interna de sua face superior (aquela onde normalmente são gravados o logotipo do fabricante e outras informações sobre o disco) uma superfície refletora. Na reprodução, o diodo laser recebe uma pequena corrente de valor fixo, que o faz emitir seu raio laser. Esse raio atravessa toda a espessura do disco, até chegar à superfície refletora, que o envia para um conjunto de lentes que concentram esse feixe de “luz” refletida, num diodo foto-sensível – ou seja, um diodo que, ao receber luz, emite um sinal elétrico. Para chegar à superfície refletiva, o raio laser irá passar pelos sulcos feitos durante a gravação. Quanto maior for a profundidade do sulco, mais fácil será para o raio laser chegar à superfície refletiva e por isso, mais forte será o feixe de luz refletida. Com isso, o diodo foto-sensível receberá um sinal luminoso cuja variação de intensidade e freqüência correspondem exatamente ao sinal que foi gravado. Daí, o sinal elétrico assim obtido é encaminhado a um pequeno amplificador que se encarrega de elevar o sinal ao nível necessário para ser aplicado à placa de som.
Problemas usuais: Como vimos, a superfície superior do disco tem uma função importante. Se sua superfície estiver descascada, o feixe de laser atravessará esse ponto, em vez de ser refletido, ocasionando defeitos na reprodução. Para evitar isso, não cole etiquetas ou adesivos em cima do disco e só escreva nela utilizando canetas especiais para essa finalidade.
Outro problema bastante comum que prejudica e até impede o funcionamento de um driver de CD/DVD é a sujeira que se acumula na lente por onde passa o raio laser. Uma forma prática de se limpar essa lente, é usando um daqueles CD’s de limpeza, fáceis de serem encontrados no mercado. Há casos porém em que a limpe\a com tais CD’s não é suficiente, sendo necessário limpar a lente com um pano bem macio umedecido em álcool hisopropílico, para o que será necessário abrir o driver.
Se nem com a limpeza o CD/DVD voltar a funcionar, fica claro que o problema está mesmo em alguma parte do driver. O mais comum é que o defeito esteja sendo causado pelo próprio diodo laser. Com o uso, ele perde a “força”, e passa a emitir raios com intensidade insuficiente. Alguns técnicos costumam abrir o driver a mexer no ajuste de um pequeno “parafusinho” encontrado na parte traseira do driver, que é calibrado para fornecer ao diodo a corrente necessária para seu funcionamento. Como o diodo está “fraco”, um aumento na corrente pode faze-lo voltar a produzir raios com a intensidade necessária. Isso, além de ser apenas um paliativo, que resolverá o problema por pouco tempo, é muito trabalhoso, pois é preciso girar o tal “parafusinho” um pouquinho de cada vez (um aumento excessivo irá queimar de vez o diodo) e testar o resultado obtido, até se chegar ao ponto ideal. A solução mais prática é mesmo comprar outro drive, uma vez que o diodo laser é parte de um conjunto leitor/gravador, cujo preço é muito alto.
Velocidade da gravação/reprodução.
A gravação de um CD/DVD pode ser feita em várias velocidades e é claro que, usando velocidades maiores, a gravação será concluída em menor tempo. Contudo, os “experts” garantem que gravando em velocidade alta, o risco de haver falhas na gravação será muito maior. Eu considero que essa afirmativa tem sua lógica: afinal, passando mais rapidamente pelo disco, o raio laser deverá produzir sulcos mais rasos, mesmo que a corrente que o alimente seja automaticamente corrigida de acordo com a velocidade. Eu particularmente adoto e recomendo que as gravações sejam feitas na velocidade de 12x. Afinal, gravar um filme leva tempo, mesmo em alta velocidade. E descobrir depois que houve falhas na gravação e o disco ficou inutilizado, não compensa o tempo economizado.
No que se refere à velocidade da gravação, há outro aspecto a considerar: o desenvolvimento tecnológico na fabricação de CD’s e DVD’s e respectivos leitores/gravadores tem sido muito rápido. Com isso, são encontrada ainda a venda – como exemplo – discos virgens que só aceitam a velocidade de 4x ao mesmo tempo que leitores/gravadores modernos, que só trabalham na velocidade de 8x e superiores. Em princípio isso não trará problemas para você, pois o próprio programa que usar para a gravação se encarregará de ajustar as coisas: Por exemplo: se colocar no gravador um disco virgem que só aceita a velocidade de 4x, ao mandar gravar, o programa gravará nessa velocidade e você nem terá acesso ao recurso de escolher a velocidade. E se o gravador for dos modernos e não aceitar gravação em 4x, a gravação simplesmente será recusada.
Tipos de mídias.
Aqui, a citada evolução tecnológica causa ainda confusão maior. Há diversos tipos de mídia: +R, -R, RW, ROM e outras. Há leitores e gravadores que aceitam qualquer dos formatos, mas há muitos que apenas aceitam um ou outro tipo. O jeito também é – antes de comprar a mídia – verificar as que são aceitas pelo seu aparelho.
As mais usadas e aceitas pela grande maioria de leitores/gravadores, são os tipos R e RW – que eu uso e recomendo. A diferença entre esses tipos, é que o CD-R ou DVD-R só permitem uma gravação. Não há como apagar ou substituir o que foi gravado. Qualquer erro na gravação e… joga-se a mídia no lixo. Já o CD/DVD-RW é regravável. Você pode apagar tudo que gravou e fazer uma nova gravação, sem qualquer problema. Detalhes: não é possível apagar apenas um ou outro arquivo gravado num CD-RW: pode-se apenas apagar todos eles. Mas pode, usando a opção “permitir multissessão” existentes nos programas de gravação, gravar hoje alguns arquivos e em outro dia acrescentar outros, no mesmo disco. Usando esse sistema, de deixar o disco “aberto” para futuras gravações, pode ocorrer que após duas ou mais sessões, ao abrir o disco, você só veja os arquivos gravados na última sessão, ficando as sessões anteriores inacessíveis. Já enfrentei esse problema e vários amigos também. O motivo ainda não descobri, mas parece que isso acontece principalmente quando se grava as várias sessões num computador e tentamos visualizar os arquivos em outro.
O WindowsXP oferece a opção de gravar CD/DVD diretamente por ele, sem uso de nenhum programa específico para gravação. Para isso, você seleciona o/os arquivos que deseja gravar, clica neles com o botão direito do mouse e no menu que se abre clica na opção “Enviar para…”, escolhendo o gravador como opção. A gravação pelo Windows é sempre do tipo multissessão, permitindo que você acrescente outros arquivos ao disco posteriormente. E oferece também a opção “limpar disco” que você encontra clicando com o botão direito em cima do ícone do gravador.
Para completar, uma última e importante sugestão: se for gravar um CD ou DVD para reprodução em “Systems” de Som ou aparelhos de DVD, antes verifique se esses aparelhos aceitam o tipo de mídia que for usar e o formato dos arquivos que serão gravados.
muito bom e informativo, porem precisava dos elementos quimicos que formam o computador. Alguem pode me auxiliar??
Aguardo resposta, obrigado.
October 25th, 2007 at 4:33 pmGostei muito de haver encontrado este site para que eu pudesse ter esclarecimento sobre algumas dúvidas referentes a gravação de DVD, faço um trabalho amador, ou seja fotografar os amigos nos encontros que temos e posteriormente montar um projeto com um aplicativo e posteriormente gravar em DVD, porém, tenho tido muito problema pois quando reproduzo os DVDs, cerca de 30% ficam com defeito, como várias paradas durante a reprodução. Já entrei em contato com o representante do fabricante da mídia e o mesmo indicou pra que eu diminuisse a velocidade de gravação, porém, não resolveu o problema, portanto, se possível, gostaria de receber uma orientação a respeito. Obrigada. Diva Gonçalves.
May 15th, 2008 at 9:06 pm