14 May

Proteja seu computador - parte II

Este artigo é a segunda parte da série “Proteja seu computador

Cookies – É uma espécie de informação, que fica gravada em seu computador, quando você visita certos sites. O objetivo é usar essa informação para saber que você já visitou aquele site. Os cookies tem um prazo de validade, findo o qual são apagados. Inclusive há certos recursos em alguns sites, que simplesmente ficam inativos se seu computador não permitir que o cookie seja instalado. Teoricamente um cookie pode ser utilizado com fins maléficos. Mas a grande maioria e inofensiva. Todos os anti-spywares possuem em seu banco de dados uma relação dos cookies reconhecidamente inofensivos e só detecta os que não estão nessa lista. Porém, mesmo os que são detectados são considerados pouco perigoso, ou seja, dificilmente foram instalados com fins maléficos. Um exemplo é o cookie instalado toda vez que me conecto pelo servidor da iTelefonica. Alguns anti-spywares o detecta quando fazem a varredura, mas deixar de apaga-lo não oferece absolutamente nenhum perigo.

Evitando confusões – Já vi varias vezes em fóruns, usuários que, após navegarem pela Internet sem qualquer proteção, ao fazer a primeira varredura com um anti-spyware, ficarem apavorados ao verem uma lista com mais de 200 “vírus” detectados. Claro que não são todos vírus, pois se fossem, com certeza aquele computador nem estaria funcionando. Para evitar esse tipo de confusão e até para saber o que vai apagar, preste sempre atenção nas informações que os spywares dão sobre os objetos encontrados, alguns incluindo até uma classificação quanto ao perigo que oferecem. No Ad-Aware, por exemplo, no lado esquerdo da janela onde está a lista dos objetos detectados, há duas flechas. Selecionando um dos objetos e clicando numa das flechas, abre-se uma “gaveta” com todas as informações sobre aquele objeto. No Spyware Terminator (do qual falarei mais adiante), há um sinal de “+” junto ao nome do objeto que, se clicado, mostra as informações sobre ele.

Dicas sobre remoção de malwares – Como vimos, há vários tipos de malwares. É comum um antivírus detectar a presença de um trojan ou adware. Mas a função dele é detectar vírus. Mas teoricamente é normal ele não detectar spywares, ou mesmo algum trojan, já que essa não é sua função. Por isso é que devemos ter instalado, além do antivírus, também um anti-spyware. Como também já foi visto, são muitos os malwares que entram em execução junto com o próprio Windows, ou seja, são instalados na memória tão logo o Windows seja aberto. Ocorre que o Windows adota o sistema de proteger arquivos carregados na memória. Abra, por exemplo, qualquer arquivo do Word, vá até a pasta onde ele está gravado, clique no arquivo com o botão direito do mouse e mande excluir. Irá aparecer a mensagem “não foi possível excluir esse arquivo. Ele está sendo utilizado por algum programa”. Isso ocorre também com alguns malwares, especialmente quando se trata de um vírus que esteja alojado num arquivo. Nesses casos o antivírus irá detectar o vírus, porém quando tentar apaga-lo, receberá o aviso de que “o antivírus não conseguiu deletar o vírus”.

Para evitar isso, é recomendável fazer o rastreamento, quando houver suspeita da presença de malwares, iniciando o Windows pelo “modo de segurança”. Nesse modo, só é carregado na memória apenas o que for indispensável para o Windows ser aberto, nada mais. Claro que quando se tratar de um rastreamento de rotina, você pode faze-lo mesmo com o Windows no modo normal. E reiniciar o computador para iniciar no Modo de Segurança apenas se for detectado algum malware que não possa ser deletado.

Modo de Segurança – Há muitos anos foi adotado colocar na tela, antes do Windows ser iniciado, um aviso do tipo “Para entrar no modo de segurança, tecle F8”. Que ficava na tela o tempo suficiente para você decidir como queria que o Windows fosse iniciado. Porém, a velocidade dos processadores aumentou muito com o avanço tecnológico e hoje, normalmente essa opção aparece e some da tela tão rapidamente, com o monitor ainda não totalmente aceso, que nem sequer conseguimos ver a opção. Por isso, a única maneira de se entrar no Modo de Segurança é, assim que ligar o computador, ficar teclando seguidamente F8; NOTA: Em alguns computadores (inclusive o meu) para entrar no Modo de Segurança a tecla a ser pressionada é a F5 e não a F8.

Quarentena – Todos os antivírus como anti-spywares costumam oferecer duas opções quando detectam algum malware: “Deletar” e “Enviar para a quarentena”. Essa última é uma pasta para onde o malware será removido, ficando dessa forma inativo, mas de onde poderá ser recuperado, se quisermos. Trata-se de um recurso muito importante, se lembrarmos como já informamos, que há vírus que se alojam em arquivos existentes no HD. Caso após um arquivo ser enviado para a quarentena o Windows ou algum programa deixar de funcionar corretamente, olhando o arquivo que está na quarentena, você poderá ver seu nome e providenciar um substituto. A recomendação, portanto, é sempre enviar o malware para a quarentena e usar o computador por alguns dias. Se nada for notado de anormal, aí sim, pode-se mandar limpar a quarentena sem problemas.

Quais programas usar para a proteção:
Como disse, não me sinto em condições de informar quais são os melhores. Apenas falar dos que uso e o porque gosto deles. Meu antivírus é o Avast!. Há quem diga que, por ser gratuito, não deve ser muito bom. Eu porém estou plenamente satisfeito com ele. Uma das razões é que é atualizado quase todo o dia, o que considero essencial para uma efetiva proteção. Seja esse ou outro qualquer que venha a adotar, sugiro que deixe ativada sempre a opção “atualização automática”.

Por este artigo ter um tamanho extenso, ele foi dividido em 3 partes, você poderá acompanhar a primeira parte em “Proteja seu Computador
Autor: Helio Nunes

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